Queda da bolsa afeta rentabilidade dos planos da Forluz, que ficam abaixo da meta em fevereiro

Os planos de benefícios da Forluz foram afetados pela queda dos preços das ações na bolsa de valores e a rentabilidade ficou abaixo da meta. Em fevereiro, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), Ibovespa, ficou negativo em 8,43%. Vale ressaltar que o resultado apresentado reflete apenas o mês de fevereiro. As oscilações recentes da bolsa em março não estão refletidas nesses resultados.

Os planos A (-0,24%) e B (-0,51%) ficaram no negativo e, portanto, abaixo da meta atuarial. O TaesaPrev, que não tem meta atuarial por ser um plano CD (Contribuição Definida), também ficou no negativo (-1,01%) e abaixo da rentabilidade dos 0,67% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), referência de rentabilidade de investimentos no mercado.

Veja o quadro completo por plano no final do texto.

Coronavírus, fuga de dólares e incertezas internas

As bolsas de valores de todo o mundo foram afetadas em fevereiro pelo coronavírus (Covid-19) e a consequente redução da atividade econômica na China, mas o mercado internacional já apresentava indícios de uma crise sistêmica. A taxa de juros real (juros nominais menos inflação) tem sido reduzida em todo o mundo para fazer frente à baixa atividade econômica. Não é um movimento isolado do Brasil. O Brasil é o 8º no ranking dos maiores juros reais do mundo. A média mundial está em -0,39% (negativo).

A inflação em fevereiro ficou em 0,25% e 4,01% nos últimos 12 meses. É o menor valor para fevereiro desde 2000. Entretanto, antes de significar um controle forte da inflação, o índice denuncia que a atividade econômica está estagnada. Este índice abre espaço para um novo corte na taxa nominal de juros.

A Bolsa de Valores de São Paulo foi afetada por este cenário internacional, mas a fuga de dólares (US$ 44 bilhões em 2019) e as incertezas internas também influenciaram, tanto que o PIB (Produto Interno Bruto) divulgado em março foi de apenas 1,1%. Importante observar que, embora o índice Ibovespa estivesse crescendo 32% em Reais em 2019, a Bolsa brasileira está bem atrás de outras bolsas quando medida em Dólares e teve ligeira queda no ano.

O segmento de renda variável fechou o mês com retorno negativo de 7,62% no Plano B, 7,59% no Plano A e 7,60% para o Plano Taesaprev. A exposição à renda variável varia de acordo com a carteira de cada plano (quanto do patrimônio está investido em ações) e com o perfil de investimento escolhido (nos casos do Plano B e TaesaPrev), que pode ser ultraconservador, conservador, moderado e agressivo.

Portanto, esta variação afeta apenas uma parte do benefício, já que a renda variável chega a no máximo 44,5% (no caso do Plano B agressivo) do total investido .

Plano A

O Plano A apresentou queda de -0,24% em fevereiro. Em 2020, a rentabilidade está em 0,70%, abaixo da Rentabilidade Mínima Atuarial (RMA) de 1,44%.

Fevereiro 2020 % Acumulado 2020 %
Rentabilidade -0,24 % 0,70 %
RMA (Rentabilidade Mínima Atuarial) 0,74 % 1,44 %

Plano B

No geral, o Plano B teve rentabilidade de 0,51%, abaixo da meta atuarial do mês de 0,68%. O vitalício caiu -0,39% em fevereiro e está em 0,64% no ano de 2020, ambos abaixo das metas atuariais mensal (0,68%) e anual (1,33%).

Quanto aos perfis, apenas o perfil ultraconservador teve rentabilidade positiva no Plano B (0,51%), ainda assim ficou abaixo da meta atuarial (0,68%) de fevereiro. Os demais perfis ficaram no negativo: -0,22% no Conservador, -1,30% no Moderado e –3,09% no Agressivo.

Perfis Fevereiro 2020

%

Acumulado 2020

%

UltraConservador 0,5058 % 1,8375 %
Conservador -0,2247 % 0,9225 %
Moderado -1,2997 % -0,3837 %
Agressivo -3,0859 % -2,5591 %
Mat Variável/Cotas -0,23 % 0,92 %
Vitalício -0,39 % 0,64 %
RMA 0,68 % 1,33 %

TaesaPrev

O TaesaPrev teve queda de -1,01% no geral. Apenas o perfil ultraconservador ficou positivo (0,45%) e acima do CDI (0,67%). Os demais perfis registraram números negativos: -0,30% no Conservador, Moderado com -1,33% e Agressivo com -2,96%.

Perfis Fevereiro 2020 % Acumulado 2020 %
UltraConservador 0,45 % 1,03 %
Conservador -0,30 % 0,19 %
Moderado -1,33 % -0,93 %
Agressivo -2,96 % -2,72 %
CDI 0,29 % 0,67 %

Como e quando posso mudar de perfil de investimento?

A alteração do perfil de investimento (ultraconservador, conservador, moderado e agressivo) pode ser feita nos meses de fevereiro, maio, agosto e novembro. Portanto, esta mudança pode ser feita a cada três meses.

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