CPI da Cemig mira contratos sem licitação de R$ 1,1 bilhão com a IBM e R$ 1,8 milhão com headhunters

A CPI da Cemig vai investigar contratos sem licitação que a empresa assinou com a IBM e empresas de seleção de executivos (headhunters). A Cemig firmou, sem licitação, um contrato com a IBM de R$ 1,1 bilhão e ao menos quatro contratos com headhunters no valor de R$ 1,8 milhão.

Na próxima segunda-feira, 30 de agosto, a CPI vai ouvir, na condição de testemunha, Sílvia Cristiane Batista, ex-superintendente de Relacionamento Comercial, e Wantuil Teixeira, superintendente do Centro de Serviços Compartilhados. A ABCF vai transmitir os depoimentos AO VIVO em seu canal no YouTube. Inscreva-se no canal e receba um aviso quando os depoimentos começarem. Clique aqui.

IBM na mira

Antes do contrato com a IBM, a Cemig realizou uma licitação para contratação de atendimento por call center, cujo vencedor não assumiu os serviços, tendo sido prorrogado o contrato com a empresa anterior, a AeC, que participou da concorrência, mas perdeu por uma diferença de R$ 500. A AeC foi fundada e era de propriedade do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais do governo Romeu Zema (Novo), Cássio Rocha de Azevedo, que morreu em junho de 2021. Essa mesma empresa foi subcontratada pela IBM para executar o serviço.

“Nos chama a atenção o prazo do contrato, de dez anos, que não é comum na administração pública, seu valor, superior a R$ 1 bilhão, o fato de não ter sido licitado, uma vez que temos no mercado tantas empresas de tecnologia”, disse o vice-presidente da CPI da Cemig, deputado Professor Cleiton (PSB).

“Antes da realização desse contrato, houve um certame público para os serviços de atendimento telefônico ao público, o qual a empresa ganhadora ainda não se mobilizou. E o que sabemos é que a empresa do ex secretário de Estado Cássio Azevedo está prestando o serviço de atendimento telefônico”, explicou o deputado. A empresa vencedora do certame público citado pelo deputado é a Audac Serviços Especializados de Atendimento ao Cliente, em um processo licitatório homologado em 5 de março de 2020.

A Audac informou ao jornal O Tempo, por meio de nota, que está cobrando da Cemig os valores investidos por ela para o contrato.

Headhunters de R$ 1,8 milhão

Também serão alvos da CPI quatro contratos, no valor total de R$ 1.784.591,24, fechados com empresas de headhunters. Dois dos acordos, fechados com a Exec, acabaram oficializados por meio de convalidação (quando o contrato é adequado posteriormente). Um deles, no valor de R$ 129.108,99, tratava da escolha de diretores.

Outro contrato, detalhado na edição de ontem do EM, de R$ 170 mil, culminou na escolha de Reynaldo Passanezi Filho para o posto de presidente. O pagamento de R$ 420 mil à Heidrick & Struggles para a designação de conselheiros do Grupo Cemig também será investigado pela CPI. Para esse processo, a direção da empresa chegou a autorizar a utilização de R$ 770.857,25. Outro contrato investigado fez a estatal desembolsar R$ 294.625,00, destinados à Russell Reynolds, que atuou na busca por um diretor-adjunto de Suprimentos.

Débora Lage Martins, superintendente de Auditoria Interna da Cemig, revelou à CPI na semana passada que o exame de contratos firmados sem licitação detectou irregularidades em alguns pactos. Os acordos com headhunters estão na lista de documentos analisados. Durante a inspeção, foram encontrados tratos nos quais não constavam itens como pesquisas de mercado sobre preços e parecer da área demandante do serviço.

Cemig e IBM não responderam aos questionamentos da reportagem do jornal O Tempo.

Com informações da ALMG, O Tempo e Estado de Minas.

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