Comprador desiste e edifício-sede da Cemig não será vendido por enquanto; Forluz não revelou investidor

A Forluz publicou uma nota no final da tarde desta quinta-feira, 23 de julho, em que informa que o possível comprador, que fez uma oferta não revelada pelo edifício-sede da Cemig, Júlio Soares, não conseguiu dinheiro suficiente para fechar o negócio e o prédio não será mais vendido por enquanto.

Pela primeira vez, a Forluz revela que o possível comprador seria um Fundo de Investimento Imobiliário (FII). Mas a Forluz não diz quem fez a avaliação, quem é o investidor, o valor que seria vendido nem as condições do negócio. Entretanto, fez questão de revelar que a Ernest & Young auditou.

A verdade é que o negócio continua estranho. Já que a Forluz quer vender o prédio, por que não o coloca à venda publicamente?

Conselheiros e DRP não revelaram oferta nem comprador

A revelação de que se trata de um fundo imobiliário torna ainda mais confusa toda a história da venda do Júlio Soares. Por se tratar de um símbolo da Cemig para trabalhadores ativos, aposentados e para a população mineira em geral, todo o mistério que cercou a oferta gerou grande comoção.

Entretanto, conselheiros deliberativos eleitos e o Diretor de Relação com Participantes (DRP) fizeram ‘lives’ para “tranquilizar” os participantes do Plano A, únicos donos do edifício Júlio Soares, dizendo que seria muito mais vantajoso financeiramente investir em fundos imobiliários do que em imóveis próprios.

Ironicamente, a proposta era vender o Júlio Soares para um fundo imobiliário.

Bom ou mau negócio?

A venda do Júlio Soares pode ser um bom ou mau negócio. Isso depende de alguns fatores bem objetivos: o valor da venda é igual ou maior que o preço em que está avaliado? O dinheiro da venda será reinvestido em aplicações que renderão mais que IPCA+6% previsto para prédio? Seria melhor vender durante uma pandemia ou seria mais prudente esperar?

Em princípio, somos a favor de que se façam bons negócios para o plano. Mas a escassez de informações quanto aos valores da possível venda, ou como o dinheiro seria reinvestido, não nos permite dizer se se tratava de um bom negócio ou não.

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