Cemig Saúde: Cortes e ‘lei da mordaça’ estão na pauta para reunião de quarta, 16/12

ABCF, Sindieletro, AEA e Sindsul realizaram uma reunião, na última sexta-feira, 11 de dezembro, com o presidente da Cemig Saúde, Anderson Ferreira. Foram quatro horas de muita conversa, mas nenhum avanço. Anderson desconversou sobre todos os pedidos das entidades e segue respondendo às críticas sobre a retirada de benefícios e a precarização do atendimento com seu mantra de “sustentabilidade”.

A diretoria enviou para a pauta da próxima reunião do Conselho Deliberativo – quarta-feira, 16 de dezembro – a exclusão dos procedimentos e a aprovação da Política de Segurança da Informação (lei da mordaça), ratificando o tal termo de compromisso. Anderson Ferreira disse que vai conversar com o presidente do Conselho Deliberativo para que os cortes dos procedimentos seja retirado da pauta.

Estudo técnico da ABCF e Sindieletro aponta prejuízo para os participantes

Na reunião, as entidades solicitaram a retirada da pauta do Conselho Deliberativo sobre a exclusão de 201 procedimentos atendidos pelo plano atualmente. O estudo técnico contratado pela ABCF e Sindieletro apontou os prejuízos para os beneficiários. Muitos dos procedimentos propostos para serem excluídos são de operações por videolaparoscopia, técnica menos invasiva que reduz os riscos e diminui o tempo de recuperação dos pacientes.

Atual gestão só se preocupa com as patrocinadoras

Os cortes propostos atentam contra a saúde e têm baixo impacto nas contas. A diretoria pretende “economizar” cerca de R$ 500 mil reais por ano trocando a saúde pelas técnicas convencionais mais baratas. Até o terceiro trimestre, o resultado do plano de saúde foi superior a R$ 35 milhões, e deve completar o ano com mais de R$ 340 milhões em caixa. Os números não deixam dúvidas: para a atual gestão, a única preocupação é com a saúde financeira das patrocinadoras.

Sabemos que todas as medidas foram aprovadas pela diretoria. Entre elas cortes de benefícios, reembolso apenas para medicamentos genéricos, precarização do atendimento, fechamento de postos no interior, dificuldades para liberar autorizações e a exclusão de procedimentos foram aprovadas pela diretoria. Mesmo assim, Anderson se esquivou de responder e tentou colocar toda a culpa no Conselho Deliberativo.

Sem transparência

Cobrado sobre a lei da mordaça (a Cemig Saúde exige assinatura dos conselheiros de um termo que proíbe a divulgação de informações classificadas como “confidenciais” por uma comissão composta pela diretoria), Anderson mais uma vez fugiu do assunto: “Não sei nada sobre isto!”. O Presidente se negou até mesmo a atender a solicitação das entidades de publicar o balancete trimestral.

Enquanto isto, segue um processo administrativo contra um conselheiro eleito, aberto pela tal comissão da diretoria, para apurar o “vazamento” de informações sobre estudos de novos planos, bem mais modestos e que não teriam a contribuição das patrocinadoras.

A ABCF vai procurar os conselheiros eleitos para buscar impedir os cortes e garantir o acesso às informações.

Se você tiver oportunidade, converse com todos os conselheiros. Precisamos nos unir e defender nosso plano de saúde!

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