Cemig quer intervir nas eleições da Cemig Saúde e Forluz para dificultar vitória de candidatos que defendam os participantes

A gestão Zema (Partido Novo) na Cemig está propondo mudanças nos regulamentos eleitorais da Cemig Saúde e Forluz com o objetivo de eleger pessoas afinadas com os interesses das patrocinadoras para ter maioria nos conselhos e aprovar alterações que retirem direitos de participantes e beneficiários. É um claro intervencionismo da Cemig.

É mais uma frente de batalha para todos nós, participantes e entidades representativas. Já estamos lutamos todos os dias nas reuniões dos conselhos, na Justiça, na renovação do Acordo Coletivo Específico (ACE) e, agora, temos mais esta luta decisiva: impedir que a Cemig controle os conselhos e diretorias eleitas. Basta um eleito que seja favorável às patrocinadoras para que a Cemig tenha maioria para alterar os estatutos e os regulamentos dos planos na Forluz e na Cemig Saúde.

Forluz

No final de 2021, a Cemig retirou a cláusula do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que garantia chapa única na Forluz e, agora, ela promoveu alterações no regulamento eleitoral que pulverizam as candidaturas, criando chapas individualizadas. O objetivo de individualizar as candidaturas é abrir espaço para um conselheiro franco atirador, sem compromisso com os participantes e mais “compreensivo” com as pautas de fim das obrigações pós-emprego do governo Zema. A partir de 2024, serão chapas “solteiras”, ou seja, uma chapa separada para cada vaga do Conselho Deliberativo e ainda outra para o Conselho Fiscal.

Outra mudança que representa retrocesso é a seleção, pelo RH da Forluz, dos candidatos a DRP que podem ser eleitos pelos participantes. Está sendo criada uma Política de Seleção de Executivos da Forluz que irá estabelecer critérios para os candidatos. Todos devem se lembrar que, para a eleição para o Conselho de Administração, a Cemig tentou emplacar que apenas gerentes e superintendentes poderiam se candidatar. Com a nova regra, o RH da Forluz vai dizer quem pode e quem não pode ser candidato DOS PARTICIPANTES, conforme já denunciamos anteriormente.

Cemig Saúde

A empresa também já preparou seu pacote de maldades, que inclui contratar uma empresa para fazer o background check. Ou seja, a seleção dos candidatos passará por uma checagem que será realizada em fontes públicas (Internet) e tem o “objetivo de salvaguardar os interesses e a imagem da Cemig Saúde”, e “serão realizadas também a pesquisa de mídia desabonadora a fim de verificar se o proponente está envolvido em publicações negativas”.

Além de gerar mais custos, o tal background check poderá ser usado para controlar e excluir candidatos que tenham postura contrária à diretoria da Cemig ou da Cemig Saúde. Diz o texto da proposta, “As análises classificadas como risco alto relacionadas aos candidatos inscritos serão direcionadas à Comissão Eleitoral para decisão quanto ao prosseguimento da candidatura ou sua impugnação”.

Além desses critérios subjetivos que parecem xeretar os candidatos nas redes sociais, ainda propõe que os candidatos não poderão divulgar matérias “negativas” à Cemig Saúde nem que “ofendam” os administradores.

A regra ainda extrapola o período eleitoral, e passará a ser uma constante ameaça aos candidatos eleitos pelos participantes. Além disso, há um claro preconceito com os eleitos, pois não há previsão de checar os indicados pela Cemig.

A Cemig Saúde está propondo a exclusão do sucessor. Esta medida enfraquece muito a representação dos eleitos, que terão dificuldade em substituir com rapidez uma eventual vaga. Os indicados da patrocinadora não têm este problema, uma vez que a Cemig simplesmente envia o nome do substituto. Lembramos que a representação é metade eleita e metade indicada pela Cemig e que, com a ausência de apenas um conselheiro (deliberativo ou fiscal), ficaremos em minoria. Foi com a ausência de um conselheiro que a Cemig Saúde alterou vários artigos do regulamento do plano em 10/2019, inclusive a questão dos genéricos.

União para defesa dos participantes e beneficiários

A Gestão de Zema já deu mostras que não medirá esforços para por fim aos diretos pós-emprego. Eles usarão de todos meios disponíveis: falta de transparência, dificuldade de acesso aos eleitores, censura às críticas, controle do processo eleitoral, manipulação da comunicação pelas empresas, pressão das patrocinadoras sobre os trabalhadores ativos.

Os problemas são enormes e ainda enfrentamos a divisão de algumas entidades sindicais que, por vezes, colocam as disputas por poder acima dos interesses de participantes e beneficiários.

A ABCF sempre pregou a união de todos os participantes e das entidades representativas e reforça esse apelo. Temos que agir, decidir e votar juntos. Sem essa união, seremos esmagados.

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