Deputados estaduais pedem explicações à Cemig sobre venda da Light; operação pode ser investigada

Deputados questionam Cemig sobre venda da Light
Deputados estaduais de Minas Gerais questionam a Cemig sobre venda da Light

A venda de todas as ações da Light pela Cemig está sendo questionada por deputados estaduais mineiros e, dependendo das informações que forem prestadas, a operação poderá ser investigada pela Assembleia Legislativa mineira. Três deputados apresentaram um requerimento nessa segunda-feira, 25 de janeiro, pedindo informações à Cemig sobre a venda de sua participação na Light concluída na sexta-feira, 22 de janeiro.

Assinam o requerimento os deputados estaduais Professor Cleiton (PSB), Sávio Souza Cruz (MDB) e João Vítor Xavier (Cidadania). A Cemig vendeu sua participação de 22,6% na Light por R$ 1,37 bilhão. A Cemig detinha 68.621.264 ações e cada uma foi vendida por R$ 20.

“Um dos maiores prejuízos do mundo corporativo brasileiro”

No requerimento, os deputados pedem informações sobre o retorno do investimento feito desde que a Light foi comprada até o dia em que foi vendida. Além disso, solicita-se que a Cemig informe sobre o fluxo de dinheiro que ela colocou e que recebeu da Light corrigido pelo IPCA.

“Suspeito estarmos diante de um dos maiores prejuízos do mundo corporativo brasileiro”, afirmou o deputado estadual Professor Cleiton (PSB) ao jornal O Tempo. Ele explicou que, conforme a resposta, o caso pode ser até investigado na Casa: “Dependendo da resposta, é pedido de CPI”.

Segundo o deputado Professor Cleiton (PSB), um dos autores do requerimento, os deputados desconfiam de que a Cemig tenha tido prejuízo com a alienação de sua participação na Light e que tudo esteja relacionado à uma promessa do governador Romeu Zema (Novo) de privatizar a empresa.

“Nós queremos saber por quê, como é que você vende a Light assim em um momento não muito dos melhores, num momento de crise econômica?”, questionou o parlamentar.

MP investiga Cemig por mudança de sede para São Paulo e ‘assuntos escusos’

O deputado também afirma que denúncias recentes envolvendo a Cemig, como a investigação do Ministério Público que apura a intenção de transferência da sede da estatal para São Paulo e a contratação de uma escritório de advocacia “para tratar de assuntos supostamente escusos, além de outras irregularidades, com o intuito de facilitar o processo de privatização da empresa pública”, revelam um esforço pela venda da estatal – que antes precisa da aprovação popular por meio de um plebiscito ou de uma mudança na Constituição do Estado.

“Não tenho dúvida nenhuma de que o sucateamento da empresa é para que você tenha uma justificativa (para privatizar), que até agora eles não encontraram. Não tem justificativa para vender a Cemig. Você vai vender algo que dá lucro? Com todo o patrimônio que ela tem? Ou seja, você vai se livrando aos poucos de alguns ativos que supostamente geram prejuízo”, afirmou Professor Cleiton.

Com informações do jornal O Tempo.

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