Receita para o futuro

  • ABCF
  • 13 de dezembro de 2018

Seis em cada dez postos de trabalhos formais vão sofrer algum tipo de impacto em razão das tecnologias que estão presentes na chamada indústria 4.0, que nada mais é que a quarta geração do setor industrial. E as mudanças podem variar da extinção do emprego até alteração por completo da forma de execução da atividade.

Inteligência artificial, realidade virtual, nanotecnologia e robótica tendem a provocar revolução nos meios de produção ou mesmo de atendimento em segmentos como o comércio, cada vez mais virtual, ou telemarketing, que, segundo especialista, podem deixar de existir, sendo trocados por computadores, capazes de interagir com os clientes e solucionar suas demandas.

Nas grandes empresas, o corte de empregos tende a ser mais ameno, em razão da modernização pela qual as linhas de produção passaram, principalmente na década de 1990. Mesmo assim, mudanças profundas certamente vão ocorrer.

O enunciado de tal revolução chega a ser assustador, principalmente se comparado com o momento atual, no qual o País atravessa grave crise e o desemprego atinge 12 milhões de pessoas. A possibilidade da troca da força de trabalho humana por sensores, chips, softwares e outros sistemas eletrônicos parece inevitável e tende a chegar com velocidade espantosa.

Felizmente, o mesmo estudo que aponta os impactos também sinaliza com a única alternativa viável para acompanhar os novos tempos, que nada mais é que a Educação.

A busca por conhecimento tem de ser objetivo das pessoas. Entretanto, precisa ser facilitada pela ação daqueles que comandam a máquina pública. Nos próximos dias serão definidos presidente da República e governadores dos Estados. Cabe a eles e também aos ocupantes de cargos no Legislativo possibilitar que os cidadãos de todos pontos do País possam se qualificar, tornarem-se aptos aos desafios impostos pelas inovações. Só assim o futuro poderá ser encarado sem traumas nem tropeços.

Fonte: DGABC Online