Em 27 de dezembro de 1971, a então Companhia Força e Luz de Minas Gerais (CFLMG), à época controlada pela Eletrobras, criou o seu fundo de pensão: a Fundação Forluminas de Seguridade Social (Forluz). Dois anos mais tarde, em 1973, a Centrais Elétricas de Minas Gerais S. A. (Cemig) adquiriu a Cia. Força e Luz e trouxe a Fundação com a aquisição.

Em seus mais de 40 anos de atividades, a Forluz se tornou um importante instrumento da política de recursos humanos da Cemig e suas subsidiárias. É uma entidade sem fins lucrativos, mantida por contribuições das empresas patrocinadoras de seus planos e dos seus empregados. Essas contribuições formam um fundo de previdência privada, cuja função é pagar benefícios de complementação aos empregados quando se aposentam. Além deste Fundo, a Forluz também administrou, até março de 2010, o plano de saúde dos empregados da Cemig e suas subsidárias. A partir de abril de 2010, foi constituída uma nova empresa, a Cemig Saúde, que atualmente gere o plano de saúde dos empregados, aposentados e assistidos da Cemig e subsidiárias.

Em 16 de junho de 1990, um Grupo de Dirigentes e Empregados da Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig, que participaram de toda essa história, percebeu que havia por parte do Governo Estadual a vontade política de interferir na Forluz, bem como designar como e onde aplicar os recursos financeiros do fundo de pensão administrados pela Fundação, o que foi identificado como um sério risco para a saúde financeira da Forluz. Criada há 28 anos, a Associação dos Beneficiários Contribuintes da Forluz (ABCF) surgiu em função de ameaças do então governo de impor à fundação a aquisição de alguns títulos, considerados à época como investimentos de alto risco e de baixa rentabilidade. Na época, a ABCF chegou a ajuizar ações judiciais visando impedir a concretização das intenções daquele governo.

De lá para cá, o Sistema de Previdência Complementar Brasileiro passou por inúmeros avanços, principalmente, a partir de 2003, quando finalmente evoluímos para uma gestão mais transparente e democrática do patrimônio dos fundos de pensão. Neste espaço de tempo, a Forluz se transformou também numa referência nacional para o sistema, adotando uma Governança Corporativa que vem proporcionando maior segurança e tranquilidade a seus participantes e assistidos. Se a Forluz não deu tanto trabalho para a ABCF após aquela longínqua ameaça, a mudança na legislação, principalmente após a Resolução CGPC 13/2004, trouxe novos e maiores desafios para nós, participantes e assistidos.

Mais democracia representou maior participação na gestão da Fundação por meio dos conselhos Deliberativo e Fiscal, cuja composição é paritária com as patrocinadoras. No entanto, esta maior participação veio acompanhada de maior responsabilidade tanto para nós, participantes e assistidos — uma vez que elegemos a metade dos membros dos conselhos, suas instâncias máximas de direção —, quanto para as patrocinadoras.