80% dos mineiros com mais de 55 anos consomem tecnologia


O estudo 'Tendências do Mercado Prateado de Minas Gerais' busca traçar um perfil do consumidor desta faixa etária. Os 'prateados' movimentam mais de R$ 1,6 trilhão por ano. 
Uma pesquisa encomendada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) mostra que 80% dos mineiros com mais de 55 anos têm computadores em casa. 

O estudo “Tendências do Mercado Prateado de Minas Gerais”, feito pela Pipe.Social e Hype60+ e divulgado nesta terça-feira (21), mostra que os idosos têm acompanhando os avanços da tecnologia e se tornado cada vez mais consumidores deste mercado. 

Dos 277 entrevistados, 59% possuem smart TV e 90% têm smartphone. A pesquisa mostra também que o WhatsApp é um dos aplicativos preferidos dos mineiros com mais de 60 anos. O Facebook também é uma ferramenta que faz parte da vida dos idosos sendo usado por 88% dos entrevistados entre 55 anos e 64 anos. 

Mais da metade das pessoas com mais de 65 anos (55%) são usuárias da rede social. Ainda segundo o estudo, 9% das pessoas entre 55 e 64 anos fazem compras pela internet. Este número aumenta para 13% quando o foco são os maiores de 65 anos. 

De acordo com a CDL, a pesquisa pretende traçar um perfil do consumidor “prateado” para que o mercado possa traçar estratégias que atendam esta parcela da população. Esta faixa etária movimenta um mercado de R$1,6 trilhão por ano no Brasil, segundo a entidade. 

Além disso, a população brasileira está em trajetória de envelhecimento e, até 2060, o percentual de pessoas com mais de 65 anos passará dos atuais 9,2% para 25,5%. Ou seja, 1 em cada 4 brasileiros será idoso. É o que aponta projeção divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento desta parcela da população ganhou o nome de “Tsunami prateado”. 

O presidente da CDL/BH, Bruno Falci, afirmou que o comércio tem que se preparar para receber essa faixa etária da melhor forma possível. “Tem uma experiência, uma vitalidade e uma vontade de continuar produzindo. Nós empresários temos de criar um ambiente para recebê-los. Tanto como mão de obra como também como consumidores. Aí está o desafio de fazer esse equilíbrio”, destacou. 

Entre as principais fontes de renda das pessoas entre 55 e 64 anos, estão trabalho profissional (52%), aposentadoria (28%), rendimentos de aluguéis (8%), aplicações financeiras (3%) e plano de previdência privada (3%). Entre os que ainda trabalham, 31% são autônomos, 13% empresários, 17% funcionário em período integral e 4% são funcionários em um dos períodos (manhã ou tarde). 

Já a maior fonte de renda daqueles com mais de 65 anos ainda é a aposentadoria (64%), seguida do trabalho profissional (23%), rendimentos de aluguéis (7%), previdência privada (2%) e aplicações financeiras (1%). 

A pesquisa também mostra que vestuário, calçados e acessórios são os produtos mais procurados por aqueles acima de 55 anos (46%). 

Em seguida vêm cursos no geral (39%); alimentos para necessidades específicas (35%); serviços de turismo (33%); produtos de beleza e higiene pessoal (29%); soluções para adaptação (26%); e cursos de línguas e intercâmbio (25%). 
Fonte: G1

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