Educação financeira nas escolas


Nos próximos dois anos, a educação financeira deve chegar às salas de aula de todo país. Com a homologação da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), o assunto agora está entre os temas transversais que irão compor os currículos de redes e escolas. Apesar de ser destacado explicitamente apenas na área de matemática, a proposta do documento é que estados e municípios possam abordar o consumo consciente e o planejamento financeiro em diferentes disciplinas.

A inclusão do tema na Base segue a tendência de estudos recentes da área, que apontam que quanto mais cedo a educação financeira é abordada, maiores são as chances dos estudantes adotarem hábitos de consumo consciente. De acordo com os resultados da Pesquisa Nacional de Educação Financeira nas Escolas, realizada pela UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), Abefin (Associação Brasileira dos Educadores Financeiros) e Instituto Axxus, 81% dos alunos que têm educação financeira gastam parte do que recebem e guardam outra a parte para realizar seus sonhos.

Para Reinaldo Domingos, presidente Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros) e da DSOP Educação Financeira, essa abordagem nas escolas possibilita que o país tenha uma geração mais educada financeiramente nos próximos anos. “Temos a grande chance de fazer com que as próximas gerações tenham resultados no quesito de como lidar com o dinheiro de forma consciente para realizar desejos e sonhos”, sugere.

Além disso, o presidente Abefin também destaca que a entrada do tema nas salas de aula pode gerar impacto na organização financeira das famílias. Ao terem contato com esse conteúdo, os estudantes podem atuar como multiplicadores, conforme demonstrou a pesquisa de educação financeira nas escolas, ao indicar que 70% das crianças que têm educação financeira nas escolas ajudam os pais a comprar de forma consciente.

Adaptação aos currículos escolares
Apesar do texto introdutório da Base sugerir que a educação financeira seja trabalhada de forma transversal e integradora, essa menção aparece explícita no documento orientador de matemática no quinto, sexto, sétimo e nono ano do ensino fundamental. No entanto, a superintendente da AEF-Brasil (Associação de Educação Financeira), Claudia Forte, destaca que é importante que as escolas e redes adotem um trabalho articulado nos seus currículos. “A educação financeira vai além da compreensão de juros simples e compostos e percentuais. Ela é uma mudança de valor. Precisa ser trabalhada de modo transversal e interdisciplinar para que todos os professores e todas as disciplinas se apropriem do conceito e transformem sua aula.”

A superintendente da AEF-Brasil também afirma que a educação financeira deve levar para as crianças uma visão de que poupar vai além de colocar as moedas no cofre. “Nós poupamos quando apagamos a luz ou fechamos uma torneira. São todos exemplos simples que estão de fato amparados na formação da educação financeira”, exemplifica.

Fonte: www.aescolhacerta.com.br



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