Brasileiro precisa aprender a garantir aposentadoria por conta própria

Segundo pesquisa do SPC Brasil e CNDL, 4 em cada 10 jovens não se preparam para a aposentadoria.

A reforma da Previdência não afetará pessoas como João Guedes, 91 anos, que já está aposentado. Resta aos mais jovens a apreensão quanto à proposta final a ser votada no Congresso em fevereiro. Para quem já está perto de se aposentar e não se preparou, as mudanças propostas surpreenderam.

Foi o caso do servidor público federal Abelardo Lopes, 54. A apenas três anos da aposentadoria, ele está preocupado com as indefinições quanto às propostas referentes aos servidores públicos federais que ingressaram antes de 2003 no serviço público. Além de sustentar os três filhos, ele ajuda o pai, que sofreu um AVC. 

Hoje, trabalhadores como ele têm direito à integralidade e paridade do salário. A reforma da Previdência prevê que, para garantir o mesmo direito, será preciso alcançar a idade mínima de 65 anos para homem e de 62 anos para mulher, com objetivo de solicitar o benefício integral. Para tentar sanar a questão, está sendo discutida uma regra de transição para esses trabalhadores. “Como servidor público se aposenta recebendo o salário integral, eu não poupei. Eu sempre contribuí sobre o total da remuneração. Faltam três anos para me aposentar e não sei quando vou me aposentar, nem com que base”, lamenta. 

Para os trabalhadores privados, ficou estabelecida uma regra de transição. O limite de idade da regra de transição vai evoluir a partir de 2020 até 2038, quando passará a valer a regra cheia para os trabalhadores do setor privado. Por exemplo, em 2018, o homem precisa ter 55 anos para se encaixar na regra de transição. Em 2020, será necessário ter 56 anos. Ele precisará trabalhar 30% a mais em relação ao que faltaria no tempo de contribuição pelas regras atuais, que exige tempo de serviço de 35 anos para homem e de 30 anos para as mulheres. 

De toda forma, o brasileiro terá que aprender a poupar por conta própria para garantir uma renda melhor quando se aposentar. Quando o período de transição terminar e as normas da reforma passarem a valer totalmente, será possível se aposentar pela idade mínima e tempo de contribuição de 15 anos, mas recebendo 60% do salário.

Comportamento 
Quem ainda tem tempo deve se planejar, realidade ainda pouco comum no País. Segundo pesquisa do SPC Brasil e CNDL, 4 em cada 10 jovens não se preparam para a aposentadoria. É o caso da pernambucana Janyne Santos, 27, que já fez dois intercâmbios como au pair (programa em que se trabalha como babá), mas deixou para pensar em aposentadoria no futuro. “Tenho uma poupança no Brasil, mas, quando voltar, vou fazer uma previdência privada, já que, em algum momento, não irei mais sair do País e terei que correr atrás do tempo que não contribuí. Agora minha prioridade é fazer coisas que eu não teria a oportunidade de fazer se estivesse no Brasil”, explica. 

Fonte: JC Online

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