Pesquisa: 14% das pessoas acima de 70 anos seguem trabalhando

A expectativa de vida da população brasileira está crescendo muito e, hoje, já está bem próxima dos 75 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso tem reflexos diretos na constituição da sociedade. Em termos gerais, vive-se mais e também melhor. O mercado de trabalho também já percebe essas mudanças, e 14% das pessoas acima dos 70 anos mantêm a vida profissional ativa, segundo pesquisa recente divulgada pela empresa Zhuo Consultoria.

O levantamento ouviu mil pessoas nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE) e Porto Alegre (RS). Entre os resultados apresentados, um deles destaca que a aposentadoria ou pensão é a principal fonte de renda de 66,2% das pessoas com mais de 60 anos de idade (o equivalente a dois terços da população dessa faixa etária). Além disso, quase metade (47%) dos brasileiros acima de 50 anos vive de bicos ou com uma aposentadoria de baixo valor.

O coordenador da pesquisa, Dennis Giacometti, alerta: o aumento da qualidade de vida deve ser acompanhado de preparação para garantir a tranquilidade financeira junto à saúde e a longevidade. O maior tempo de vida das pessoas fará com que o Estado sinta o impacto econômico.

“Essas pessoas vão viver muito bem até os 75, 80 anos ou mais, e isso é uma boa notícia. Essas pessoas continuarão sentindo desejos, tendo expectativas em relação ao futuro. Nós temos de nos reinventar. E hoje em dia, com transformações sociais tão rápidas, podemos nos reinventar a cada 20 ou 30 anos. E é preciso fazer uma autorreflexão permanente, buscando as escolhas certas”, avalia.

Giacometti afirma que essa preparação deve começar muito cedo e, por isso, a autorreflexão é tão importante. As pessoas precisam se conhecer, saber quais são suas virtudes e limitações, para criar um projeto de vida. Nunca é cedo demais para se preparar.

“Muita gente fala que está cedo demais e que não vai pensar nisso agora, nada vai acontecer. Esse tipo de comportamento nos deixa meio míopes. É preciso cuidar da saúde, reoxigenar a mente, buscar conhecimento”, complementa.

Para Giacometti, a busca por novas formas de inserção no mercado de trabalho mostra que há interesse de algumas pessoas em manter uma vida profissional ativa mais longeva. Empreendedorismo, mudanças de profissão e buscas por novas formações são algumas das alternativas.

“É necessário que haja uma política de incentivo e apoio para o desenvolvimento de uma terceira idade ativa, não somente do ponto de vista econômico como social. Temos que trabalhar para formar uma nova geração de brasileiros que associa o trabalho à longevidade e à maior contribuição com a sociedade”, avalia.

Para a psicóloga Monica Caluete, porém, as pessoas que se prepararam para isso podem usufruir da aposentadoria de outras formas, se assim desejarem. Ela destaca que esse momento é oportuno para elaboração de novos projetos de vida. O trabalho, claro, pode estar envolvido nesses projetos, mas não necessariamente.

“É possível aliar a vitalidade e a experiência para construir uma nova rotina de trabalho, mas também pode ser a hora de realizar outros projetos pessoais e familiares, como a mudança para outra cidade. O importante é que é possível, hoje, viver mais e com qualidade de vida”, complementa.

Fonte: Previ

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