Objetivos de curto, médio e longo prazos

Curto, médio ou longo prazos. Expressões comuns, muito utilizadas no dia a dia na hora de falar de finanças. De tão comuns, elas podem ter o sentido banalizado. Mas é preciso levar muito a sério o que cada uma delas representa na hora de fazer o planejamento financeiro.

Segundo o palestrante e consultor financeiro, Erasmo Vieira, podemos entender que curto prazo se refere a tudo aquilo que está no horizonte máximo de 12 meses. A partir desse período, e até que se complete cinco anos, a referência é médio prazo. Acima dos cinco anos, já podemos considerar o longo prazo.

Vieira afirma que todas as compras e gastos devem ser previstos e contabilizados, mesmo aqueles que estão inseridas dentro do curto prazo. Esse planejamento, segundo o especialista, vai ajudar a garantir que os objetivos mais distantes sejam conquistados com tranquilidade.
“É muito importante que a pessoa tenha em mente e deixe registrado tudo aquilo que quer fazer nos próximos 12 meses, dentro de cinco anos e acima dos cinco anos. O ideal é manter uma planilha caso a intenção seja guardar dinheiro para comprar um telefone celular, o que normalmente é feito em curto prazo; se quiser trocar de carro, o que pode exigir um planejamento de médio prazo; ou adquirir a casa própria, o que envolve planos de longo prazo”, avalia.

Segundo Erasmo, essa organização servirá para definir, entre os objetivos, quais a pessoa considera mais importantes, e quais os ajustes terá de fazer em seu orçamento para conseguir conquistá-los.

“Se a resposta para a pergunta 'quando você quer realizar esse sonho?' for 'não sei', é muito provável que você não vá conseguir realizá-lo, independentemente do tamanho do sonho e do planejamento necessário ser de curto, médio ou longo prazo”, complementa o especialista.
O consultor diz, ainda, que um planejamento seguido de forma criteriosa, com a marcação clara dos objetivos, pode fazer com que esses sonhos sejam realizados até mesmo antes do momento planejado. Isso porque é possível acrescentar à planilha algum dinheiro extra que não tenha sido contabilizado no início e que tenha surgido posteriormente.

“Dinheiro extra, vindo de oportunidades de trabalho freelancer, de programas de participação nos lucros e pagamentos de férias, deve ser acrescentado às contas. Alguém que planejou comprar uma casa dentro de dez anos pode antecipar esse objetivo se tiver comprometimento”, aponta.

O consultor financeiro Reinaldo Domingos reforça a importância do planejamento para garantir a realização dos sonhos. Para ele, os objetivos listados devem ser encarados da mesma maneira que as contas mensais relativas à moradia, energia elétrica e água, por exemplo. Ou seja: o dinheiro para esses gastos deve ser separado.

“A família deve se reunir para definir os desejos de curto, médio e longo prazo. O valor necessário para eles deve ser incorporado ao orçamento mensal, e subtraído da receita. O saldo restante é o orçamento para as outras despesas”, orienta.


Fonte: Previ

Compartilhe Google Plus

Sobre Portal ABCF

Site da Associação dos Beneficiários da Cemig Saúde e Forluz. Previdência complementar, fundo de pensão, educação financeira e plano de saúde.
    Comentários Gmail
    Comentários Facebook

0 comentários :

Postar um comentário