Prestação de contas da Forluz reprovada pelos conselheiros eleitos e aprovada pelos indicados da Cemig

Na última reunião do Conselho Deliberativo da Forluz, em 30/05/2017, as demonstrações financeiras não foram aprovadas pelos conselheiros eleitos, o que levou a sua aprovação com o voto de qualidade do representante da patrocinadora, Leonardo Jorge, presidente do Conselho.

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Dentre as várias questões que levaram a não aprovação são fatos que foram levantados em 30/03/2017, devidamente registrados em ata de reunião. Os conselheiros eleitos solicitaram diligencias e uma auditoria externa que pudesse esclarecer as situações levantadas.

Apesar de passados 60 dias da solicitação, quase nenhuma providência foi tomada ou esclarecimento prestado, quer seja pelo presidente do Conselho ou pela diretoria da Forluz.
Cabe ressaltar que os conselheiros eleitos não aprovaram as contas pelo simples fato de não terem sido explicadas as diversas dúvidas que pairavam sobre as demonstrações.

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Cita-se, como exemplo, um contingenciamento da ordem de 30 milhões de reais que não existia até dezembro/2015 e aparece nas demonstrações financeiras. Segundo as explicações do gerente jurídico, referente a ações contra a Forluz que são passíveis de perda. Ora, como explicar o aparecimento dessa contingência, de uma hora para outra, sem que se tenha havido mudanças na legislação, jurisprudência ou na metodologia de avaliação de riscos das ações? Ou será que esse trabalho não era feito anteriormente e passou despercebido pela gerência, diretoria e conselhos fiscal e deliberativo? Não dá para engolir a explicação dada aos conselheiros eleitos de que a avaliação é subjetiva e muda de advogado para advogado. Sabe-se que grande parte da avaliação é objetiva, não podendo a subjetividade não explicar a situação.

Dentre os questionamentos e solicitações que também não foram atendidos está uma auditoria no sistema de empréstimos; a possível opção retroativa pelo sistema de tributação regressiva feita seletivamente por alguns participantes; esclarecimento sobre a nomeação da diretora de gestão e previdência que estava na justiça contra Cemig e Forluz; auditoria sobre o déficit gerado, em 2015, de cerca 90 milhões de reais com a implantação do SGA (Sistema de Gestão Atuarial); análise da extensão da validade do voto de qualidade, quando estamos, atualmente, com as reservas do Plano B bem superiores ao do Plano A.

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Como se pode ver, não se trata de uma questão simples. Os conselheiros eleitos não poderiam e nem deveriam aprovar as demonstrações financeiras com tantas dúvidas. Pena que não pensaram assim os conselheiros indicados pela patrocinadora.

Mas não deve ser novidade nem para eles e nem para a diretoria da Forluz, que fez O Forluz Presta Contas antes mesmo da aprovação das demonstrações pelo Conselho. Pode?

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