Contracheque da Forluz no banco Santander é solução? A ABCF não concorda

Apesar de apoiarmos as medidas que visam diminuir os custos da Forluz com a emissão e envio de contracheques pelos correios, não apoiamos a forma autoritária e intempestiva como a que foi adotada.

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Segundo a própria direção da Forluz, as reclamações foram mínimas, o que sugere que houve grande aceitação dos assistidos. Porém, como observa Guilherme Andrade, diretor da ABCF e conselheiro eleito pelos participantes, grande parte das reclamações está sendo filtrada pelas associações de aposentados e sindicatos, que acabam por fazer para eles a emissão do contracheque.

Faz-se agora um convênio com o Santander onde é possível retirar o contracheque em suas agencias ou mesmo pela internet.

O que se esquece, porém, é que nem todos os assistidos recebem pelo banco. Há muitos que moram fora do estado ou em cidades que sequer existem agências do Santander. Também é bom lembrar que temos gerações de assistidos que não têm ou não querem as modernidades da internet. Preferem o velho e bom contracheque impresso no papel. É justo tirar isso deles?

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O conselheiro Guilherme de Andrade, na última reunião do CD ocorrida em 30/05/2017, propôs que, levando-se em conta a afirmativa da diretoria da Forluz que é um número insignificante de assistidos que reclama do atual modelo, que se faça o envio pelo correio para esses poucos do contracheque em papel. Afinal, não se justifica economia de cafezinho. A bola está com a diretoria da Forluz.

Outra questão levantada também pelo conselheiro é de como esse arquivo está sendo passado ao banco. De posse de seu contracheque emitido pela internet, revelou-se na reunião que o banco tem acesso a todos os dados do assistido, como valor do seguro, desconto de empréstimos, de plano de saúde, enfim, uma gama de informações que dá ao Santander um valioso cadastro que pode lhe servir como uma luva para comercializar seus produtos como seguro, planos de previdência, empréstimos consignados etc. Ou seja, a vida financeira do assistido está sendo revelada de bandeja ao banco. Isso é legal? Não teria que ter a anuência do assistido? Isso está sendo repassado de graça?

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Provavelmente, a resposta que irão nos dar é de que existe cláusula de confidencialidade entre as partes. Mas isso não anula o fato de o banco ter em mãos um valioso cadastro para venda de seus produtos e, talvez, sem nada pagar por isso.

Guilherme Andrade solicitou que a diretoria apurasse essas questões e informasse ao CD como o processo está sendo feito. 

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