Diretora que tem ação na Justiça contra a Forluz tomou posse nesta segunda, 24/04

A 345ª Reunião do CD Forluz reservou algumas pérolas que só vendo para acreditar.

Para começar, foi aprovada, com o voto de qualidade, a tal da política de classificação de documentos. A copiada da patrocinadora é mais uma tentativa de amordaçar os conselheiros. O conselheiro Guilherme de Andrade, registrou seu voto contrário fundamentando que a matéria é regulada por lei que dispensa a tal política que é extremamente subjetiva a ponto de um gerente poder indicar a um conselheiro o que é ou não reservado ou confidencial.  A hierarquia que vá pelo ares.

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Mas o que mais chamou a atenção foi a indicação de nova diretora para a diretoria de previdência e gestão. Mônica Costa de Siqueira tomou posse nesta segunda, 24 de abril. É a quarta ocupante do cargo em menos de dois anos. Trata-se de uma ex-superintendente aposentada a quem não fazemos qualquer objeção pessoal. No entanto, a maneira como a patrocinadora está tratando essa diretoria, nos leva a votar contra tal indicação, mais pela forma do que pela pessoa.

O conselheiro Guilherme de Andrade fundamentou seu voto contrário, não pela profissional indicada e sim pela forma como foi feita a substituição da Sra. Maura Galuppo, sem dar conhecimento aos conselheiros sobre o motivo da substituição, assim como ocorreu na substituição do diretor Pedro Carlos há poucos meses. Comentou que a seu ver essa diretoria está sendo utilizada politicamente e não tem nenhuma importância para a patrocinadora.

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Outra questão a ser apurada é a como uma pessoa com ação ajuizada contra a patrocinadora e a Forluz é indicada para o cargo. Seria uma premiação? Seria um cala boca com um salário de cerca de R$ 40.000,00/mês? Não é esse o tratamento dado pela patrocinadora aos reles mortais que ajuízam ação contra ela. Esses são caçados, humilhados, encostados e isolados como se tivessem uma doença contagiosa.

Mesmo com todas essas mazelas coladas na reunião a turma da patrocinadora aprovou com louvor e o voto de qualidade, o nome da indicada.

Outra notícia que nos deixou estarrecidos foi o aparecimento repentino de uma contingência de cerca de 30 milhões de reais, referentes a ações judiciais que a Forluz pode perder. Ora, como assim? Onde estavam os administradores que não enxergaram esse pequeno contingenciamento? Por que isso não foi detectado nem pela diretoria e conselhos deliberativo e fiscal?

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Talvez seja excesso de confiança ou mesmo pela falta de uma auditoria mais criteriosa e permanente. Fato é que o valor apareceu e terá de ser contabilizado como possível perda e quem paga a conta somos nós participantes e assistidos.

Inconformados com os fatos citados, os conselheiros eleitos registraram as seguintes solicitações:

1) reforma do estatuto;
2) auditorias externas sobre: cálculo das contingências judiciais, déficit atuarial gerado pelo Sistema de Gestão Atuarial, carteira de empréstimos, contratação do SAP, investimento do Lifecenter, tempestividade da opção dos diretores pelo regime tributário;
3) pareceres jurídicos externos: sobre a distribuição de superávits, a extensão do voto de minerva, avaliação sobre a regularidade da contratação da Deloitte;
4) Apuração do estágio em eu se encontra a ação movida pela Sra. Monica Costa de Siqueira, em desfavor da Forluz.

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Como se pode ver, o que vimos afirmando a algum tempo, nossos conselhos, por mais preparados que possam parecer, não estão estruturados de forma a prevenir desacertos, como a utilização política de cargos da Forluz e outras mazelas.

É também claro que o tal voto de qualidade no CD dá um poder imensurável à patrocinadora a ponto de chegarmos a admitir em uma diretoria uma pessoa que move ação contra a Forluz.

Parece mesmo que os conselhos são meros órgãos decorativos nas fundações e continuarão a sê-lo se não nos mobilizarmos em busca da paridade de representação.

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