PLANO A: custeio administrativo. Diretoria da Forluz manda a conta pelo correio

Exatamente 374 participantes assistidos e pensionistas estão recebendo neste mês uma cartinha nada simpática da direção da Forluz.

Para surpresa de muitos, está sendo cobrado o custeio administrativo de integrantes do Plano A que aderiram ao plano após 15 de dezembro de 2000.

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Por força de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado entre Forluz e PREVIC, foi acordado que os participantes do Plano B, admitidos no plano a partir de dez de 2000, deveriam pagar, paritariamente, o custeio administrativo a partir de abril de 2015.

Tudo indicava, inclusive as comunicações da Forluz, que somente os participantes do plano B, incluídos na regra acima, passariam a pagar o tal custeio. Também foi noticiado que os valores retroativos à data do TAC seriam arcados por um fundo criado pelas patrocinadoras.

Nunca se falou, até a chegada das cartinhas, em se cobrar qualquer valor dos participantes do plano A. Por que a diretoria da Forluz não se pronunciou em momento algum sobre esse assunto?

Como foi denunciado pelo movimento UNIDOS PELA FORLUZ, ela cumpriu a triste a sina de só informar ao participante quando do desconto do valor em seu contracheque.

Como se vê, a teoria é uma e a prática é muito diferente. Assim como mais esse esqueleto, fica exposta a falta do compromisso com a transparência da direção da Forluz para com seus participantes da ativa, aposentados e pensionistas.

Assim como no caso do custeio, devemos esperar mais bombas por aí. Conforme denunciou o UNIDOS PELA FORLUZ, muito criticado pela diretoria da Forluz, é sabido que a PREVIC já determinou a modificação do artigo 57 do plano A, de forma que os eventuais déficits sejam partilhados paritariamente entre participantes (ativos, aposentados e pensionistas) e Cemig. Por que isso não é informado e discutido com os participantes? Por que manter isso na pequena seara da diretoria e conselhos deliberativo e fiscal?

Sabe-se que na última reunião do Conselho Deliberativo foi deliberado se recorrer administrativamente, mais uma vez, à Previc. Também é necessário relembrar que, desde 2008, a Forluz tem tentado esse meio sem qualquer sucesso. Isso tem cheiro de mais uma protelação, de se tentar dourar uma pílula intragável para os participantes que, a qualquer momento, descerá goela abaixo.

Nem mesmo as argumentações jurídicas da diretoria da Forluz, tão robustas anteriormente, como ato jurídico perfeito, acordo assinado com a patrocinadora antes das leis complementares 108 e 109/2001, parecem ter a consistência que tinha anos atrás. O que será que mudou? Onde está a certeza de que num embate jurídico teríamos sucesso? Como devemos entender essa posição?

Transparência na teoria e para discursos, mas na prática...
Como se pode ver, há muito a explicar e a revelar aos participantes. Pregar a comunicação direta com os participantes e a transparência em palestras e eventos é uma coisa, praticá-la é outra.

Que tal a diretoria a Forluz, inclusive o DRP, totalmente institucionalizado, vir a público explicar essas  outras questões, tais como: o rombo de mais de 160 milhões do Lifecenter que há quinze anos dá prejuízo aos nossos planos; o investimento em Santo Antônio; o não pagamento do aluguel do prédio do Lifecenter; a exoneração do diretor Pedro Carlos Hosken Vieira, com menos de um ano de mandato por contrariar interesses da patrocinadora em defesa dos participantes;  a nomeação de uma diretora recém demitida da Cemig para seu lugar; o fato da Consultoria externa da Forluz (Deloite) estar metida nas irregularidades da Funcef, Previ e Postalis, conforme noticiam os jornais e mesmo assim continuar com o serviço de auditoria;  o fato de permitir a sublocação de um andar do prédio novo para o governo, mesmo antes de se fechar totalmente o contrato de locação com a patrocinadoras;  o fato de ainda haver três andares vagos que a patrocinadora se nega a alugar, apesar de ter se comprometido;  o fato de ter-se o atraso nos aluguéis por parte das patrocinadoras; posicionado favoravelmente à eleição da chapa do coletivo.


Se com tantas dúvidas e situações obscuras pode-se alegar transparência, havemos de render homenagens à hipocrisia e à contradição.

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