Redução de aluguel do edifício Aureliano Chaves causa prejuízo de R$ 95 milhões à Forluz e aos Participantes. 'Coletivo' aprovou

O investimento no Edifício Aureliano Chaves, nova sede da Cemig, transformou-se num imbróglio. O conselheiro do 'Coletivo de Entidades' votou com os conselheiros da patrocinadora e aprovou a redução do aluguel do edifício e, sem consulta aos participantes, a sublocação de um andar para o governador do estado.

O edifício foi construído para abrigar a Cemig e suas subsidiárias e foi acordado que todos os andares seriam alugados pela estatal. No entanto, três questões foram colocadas que ameaçam o retorno do investimento.

A primeira é que estava previsto que três andares do prédio seriam ocupados pela Gasmig. Entretanto, a nova diretoria da empresa manifestou-se contrária à ideia. Além disso, a Cemig propôs a sublocação do 23º andar para o Governo do Estado de Minas Gerais, antes mesmo de fazer a mudança para o prédio, para que servisse de gabinete de despacho para o governador.

Com três andares vagos, e toda a logística necessária para o controle da própria Cemig, somada com as regras de segurança de um gabinete do governador, certamente a rentabilidade do negócio fica afetada.

Por último, a Cemig pleiteou a redução do valor de locação dos dois imóveis em 10%, além de também requerer a não aplicação do reajuste anual pelo IPCA (10,39%), previsto em contrato para 2017, alegando “deterioração no mercado imobiliário”.

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Em fevereiro deste ano, o Comitê de Investimentos analisou o pedido e verificou que o desconto não seria de apenas 10%, mas de 17%. Conforme registrado na ata do Comitê, o ex-diretor Pedro Hosken, exonerado recentemente pelo Conselho Deliberativo por 4 x 2, sem nenhuma justificativa, a decisão resultará em prejuízo de R$95,9 milhões em 20 anos.


‘Coletivo’ votou favoravelmente à patrocinadora

Com tantos elementos, no mínimo a matéria deveria ter sido adiada, mas as propostas foram aprovadas por 4 x 2. O conselheiro eleito pelos participantes, e membro do Coletivo de Entidades, aprovou, junto com os conselheiros indicados pela Cemig, todas as propostas. O interessante é que a outra chapa faz toda a sua campanha baseada na mentira de que eles blindaram a Forluz de interferência político-partidária e aparelhamento sindical.

Para piorar, também houve redução do aluguel pago pela Forluz. O prédio onde fica a fundação também é um investimento dos planos A e B. Essa concessão também favorece as patrocinadoras, uma vez que ela arca com quase a totalidade do custeio administrativo dos planos. Como sempre, outro 4 x 2 com o apoio da outra chapa.

Números não batem

Em 2015, a rentabilidade de imóveis no Plano A ficou em 3,05%, contra uma Rentabilidade Mínima Atuarial (RMA) de 17,03%. No Plano B, os imóveis renderam -1,75%, contra a RMA de 16,20%.

No primeiro semestre de 2016, a rentabilidade dos imóveis ficou em 1,77% para o Plano A, e -0,11% no Plano B. Com essas medidas, fica impossível acreditar na projeção de rendimento dos imóveis de 6% + IPCA para 2017.


A revolta é ainda maior quando constatamos que a Forluz elevou os empréstimos para os participantes para 7,5% + IPCA, sem contar o déficit de mais de um bilhão no Plano A.
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