Rombo da Petros será dividido entre Petrobras e participantes

Com déficit no ano passado mais de três vezes acima do limite de tolerância permitido, a Petrobras prepara um plano de equacionamento para o seu fundo de pensão, o Plano Petros Sistema Petrobras (PPSP), e prevê percentuais adicionais de contribuições por um prazo de até 18 anos. 

A Petrobras informou nesta quinta-feira o Petros fechou 2015 com um déficit de 22,6 bilhões de reais, diante de um limite de tolerância máximo de 6,5 bilhões de reais previsto em legislação. 

Não deixe de assinar nossa petição contra o PLP 268/2016

O montante de 16,1 bilhões de reais acima do limite de tolerância será equacionado de forma igualitária entre os patrocinadores e participantes e assistidos, disse a companhia. 
"Assim, a Petros deverá elaborar, ao longo de 2016, um plano de equacionamento de déficit, que aumentará as contribuições dos patrocinadores, dos participantes e assistidos do PPSP a partir de 2017", afirmou a estatal em fato relevante. 

O déficit da Petros já está contemplado nas demonstrações financeiras da Petrobras divulgadas ao mercado, mas as contribuições adicionais serão contabilizadas à medida que forem efetivamente realizadas, disse a Petrobras. 

A companhia disse que será preparado um estudo atuarial, que mostrará as causas do déficit e estabelecerá a forma e o prazo de pagamento. Serão determinados os percentuais adicionais de contribuições, com um prazo máximo de 18 anos, disse a Petrobras. 

O fundo atende cerca de 21 mil participantes ativos e 55 mil assistidos. As demonstrações contábeis auditadas da Petros de 2015 estão em fase de conclusão, sendo o prazo para envio à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) até 31 de julho, acrescentou a Petrobras.

Rombo será dividido com participantes 

A Petrobras informou que, a partir de 2017, dividirá com 76 mil empregados e aposentados um rombo de R$ 16,1 bilhões da Petros. Um rombo de R$ 16,1 bilhões na Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, vai ser dividido entre a estatal e 76 mil empregados, aposentados e pensionistas a partir de 2017. Em reunião realizada ontem, o Conselho Deliberativo do fundo de pensão apurou um déficit atuarial de R$ 22,6 bilhões no Plano Petros Sistema Petrobras (PPSP) no ano passado. Esse déficit está acima do limite de tolerância fixado na resolução 22/2015 do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC). 

No vermelho. Sede da Petrobras: o plano da Petros teve déficit, e pagamento do rombo será diluído por até 18 anos O que excedeu esse limite de tolerância, ou seja, R$ 16,1 bilhões, será dividido igualitariamente entre os patrocinadores: a Petrobras, com 50%; e os empregados, aposentados e pensionistas, com 50%; conforme comunicado enviado ontem à noite pela Petrobras à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 
 
Esse pagamento será diluído ao longo de até 18 anos. Segundo o comunicado, a Petros vai elaborar um plano de equacionamento do déficit, que resultará no aumento das contribuições dos patrocinadores e dos participantes. O PPSP é um plano de benefício definido, com cerca de 21 mil participantes ativos e 55 mil assistidos. 

Por ser um plano de benefício definido, o PPSP, segundo a nota, está sujeito a riscos previdenciários, atuariais e de oscilações de variáveis de mercado. 

No comunicado, a Petrobras admite que parte das perdas da Petros se deve a provisões para possíveis prejuízos com a Sete Brasil. "O cenário econômico adverso também causou forte impacto na rentabilidade do plano, assim como as provisões da perda do investimento na Sete Brasil e a alta da inflação, que aumentou o passivo atuarial", afirmou a estatal. 

O balanço da Petros relativo ao ano de 2015 está em fase de conclusão, com prazo final para envio à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) até 31 de julho.

Fontes: Exame e O Globo.
Compartilhe Google Plus

Sobre Portal ABCF

Site da Associação dos Beneficiários da Cemig Saúde e Forluz. Previdência complementar, fundo de pensão, educação financeira e plano de saúde.
    Comentários Gmail
    Comentários Facebook

0 comentários :

Postar um comentário