Entenda as consequências sociais e econômicas das propostas do governo Temer

O governo interino de Michel Temer (PMDB) tem apresentado algumas propostas que vão afetar a vida de trabalhadores e aposentados no curto, médio e longo prazos. Entenda as principais propostas e seus efeitos socioeconômicos.

Limitação permanente do crescimento do gasto público à dotação orçamentária corrigido pela inflação passada.
Será a primeira estagnação dos gastos do governo desde 1988, com forte impacto na saúde, educação e na proteção social. Exige mudanças na CF e aumenta o espaço para empresas privadas na saúde e educação.

Antecipação do recebimento de 100 bilhões de reais em empréstimos concedidos ao BNDES com vencimento para 2060.
Encolhimento dos recursos do único banco com financiamentos de longo prazo para projetos empresariais e públicos. Além disso, é mais uma “pedalada”.

Extinção do Fundo Soberano e saque do saldo de 2 bilhões de reais.
Eliminação de um fundo estratégico para atender a objetivos de curto prazo.

Proibição de criar ou renovar subsídios.
Um medida linear que atinge o Cartão BNDES e o FINAME, praticamente inviabiliza o investimento produtivo e estimula a compra de títulos do Tesouro, com maior taxa de retorno.

Reforma da Previdência.
Com o pretexto de combater um déficit inexistente, forjado por uma manipulação contábil, prevê, entre outras medidas, o aumento da idade mínima para aposentadoria.

Regras para nomeação de dirigentes de fundo de pensão e estatais.
O objetivo principal é barrar o acesso de representantes de trabalhadores. Parte do pressuposto, falso e preconceituoso, da imunidade de outros nomeados a erros e malfeitos.

Fim da participação obrigatória da Petrobras no pré-sal.

Aproveita a conjuntura difícil do setor petrolífero mundial e da Petrobras para encaminhar a dilapidação da maior riqueza do País, detentor da tecnologia mais avançada para sua exploração.

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Debate na ABCF

No próximo dia 02 de junho, às 14h, iremos realizar uma Roda de Conversa na ABCF para tratar de 3 temas de seu interesse direto:

1) Déficit Plano A e os riscos de termos que dividir a conta com a Cemig.
2) Previdência social - extinção do Ministério da Previdência, fim dos reajustes anuais automáticos pela inflação;
3) Previdência complementar - Transferência de toda a estrutura para o Ministério da Fazenda, projetos de lei que acabam com a paridade nos fundos de pensão, riscos de sermos engolidos pela previdência aberta (bancos), etc.

Em função do espaço, pedimos por gentileza confirmar presença.

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Sobre Portal ABCF

Site da Associação dos Beneficiários da Cemig Saúde e Forluz. Previdência complementar, fundo de pensão, educação financeira e plano de saúde.
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