Juros podem cair antes do esperado

O desembarque de Alexandre Tombini da presidência do Banco Central (BC) pode acelerar os planos do governo e do PT de reduzir a taxa básica de juros (Selic). Principal crítico da política monetária do BC, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, escolhido pela presidente Dilma Rousseff para chefiar a Casa Civil, tem defendido que juros precisam encolher, como parte da estratégia para estimular a economia. 


Lula pretende reeditar os estímulos concedidos durante o seu mandato presidencial, como o barateamento do crédito para o consumo. Especialistas avaliam que a medida tem potencial para pressionar ainda mais a inflação. No BC, há consenso entre os diretores de que a Selic precisa ser reduzida para que a economia volte a crescer, mas os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) defendem que esse processo seja feito com cautela. 

De acordo com um integrante do Copom, a taxa de juros só deve cair quando as expectativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estiverem abaixo do teto da meta, de 6,5%. Para esse diretor do BC, esse processo deve começar no segundo semestre, porque a recessão reduzirá ainda mais a demanda por produtos e serviços, fator que favorecerá a queda da inflação. 


Na opinião do economista Antonio Corrêa de Lacerda, sócio da MacroSector Consultoria, a chegada de Lula ao governo coincidirá com uma mudança na política econômica e pode resultar na queda das taxas de juros. Ele destacou que esse processo poderá favorecer a retomada da atividade, mas precisa ser feito com cautela para que não ocorram pressões inflacionárias. "O governo ganha uma sobrevida, mas esse processo precisa ser feito sem o abandono do ajuste fiscal", afirmou.


Fonte: Correio Braziliense.
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