BNDES assumirá parte das ações da Andrade na Cemig

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vai assumir parte das ações da Cemig em poder da Andrade Gutierrez e ficará com um total de 12,9% das ações com direito a voto da estatal mineira. A operação se dará via BNDESPar (BNDES Participações), braço do banco de fomento para participar da administração de outras empresas. A informação é do jornal Valor Econômico, que ressaltou que a operação ainda não foi finalizada, embora já tenha sido autorizada pelo CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico).




Andrade perderá 2 assentos no Conselho de Administração


Com a entrada do BNDES na Cemig, a Andrade Gutierrez perderá dois dos cinco assentos a que tem direito no Conselho de Administração da empresa de energia. Sua participação no capital total da Cemig cairá dos atuais 14,4% para 8,76%. Dos 33% de ações com direito a voto que possui hoje, a Andrade terá 20,05% após a operação.

O BNDES também ficará com 2% de ações preferenciais (PP) e 5,6% do capital total da Cemig. O BNDES já detém 0,75% da Cemig e, com a operação finalizada, ficará com 6,35% do capital total da empresa.

Em 2009, a Andrade Gutierrez comprou a parte da AES e ficou com 14,4% do capital total da Cemig e 33% das ações com direito a voto, as ações ON. A Andrade pagou R$ 2,115 bilhões, dos quais R$ 500 milhões à vista e R$ 850 milhões em 2015. O restante, R$ 765 milhões, foram obtidos por meio de uma operação de debêntures com o BNDES. Houve uma briga jurídica quanto ao último valor, já que o BNDES exigiu que eles fossem pagos com ações da Cemig em fevereiro de 2015. No dia 19 de agosto de 2015, o CADE autorizou a troca de debêntures pelas ações..

Acordo de Acionistas da Cemig


O Acordo de Acionistas, entretanto, mantém-se intacto. Ele vale para participações de até 20% do capital votante. Além disso, o BNDES disse não ter interesse em assumir as cadeiras no Conselho de Administração da Cemig nem interferir na gestão da empresa.

Na prática, esta operação em que o BNDES recebe as ações PP e ON da Cemig, que antes pertenciam à empreiteira Andrade Gutierrez, não muda nada para o BNDES nem para a Andrade. O BNDES já recebia 39,18% dos dividendos que a Cemig pagava à empreiteira via AGC Energia, a subsidiária da Andrade para o setor. Com a operação, continuará a receber os mesmos 39,18%, mas poderá dispor das ações para vender no mercado. Intenção que o banco não tem, segundo informações da reportagem do Valor Econômico.



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