Cemig pode parcelar reajuste da Cemig Saúde e usar PGE

Entidades representativas dos beneficiários da Cemig Saúde propuseram um parcelamento de cinco anos para o reajuste de 15,4% do plano. Segundo cálculos da Cemig, feitos a pedido das entidades, o reajuste para os beneficiários seria diluído em parcelas anuais de 5,1% de 2016 a 2020. A empresa também acenou com a possibilidade de usar os recursos do PGE (Plano de Garantias Especiais) no pagamento do plano. 

A proposta foi feita após negociação entre Cemig e entidades representativas dos participantes da Cemig Saúde. As entidades ponderaram que o reajuste técnico do plano, somado ao reajuste regulamentar feito pela inflação, pesaria muito no bolso dos beneficiários.

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A ABCF (Associação dos Beneficiários da Cemig Saúde e Foluz) fez parte da mesa de negociações da Cemig Saúde este ano e apresentou diversas propostas, juntamente com outras entidades representativas, para evitar que o reajuste duplo inviabilizasse o pagamento do plano para muitos eletricitários.




Inicialmente, a Cemig propôs a aplicação de um reajuste, feito de uma só vez, de 15,4% — para equilibrar o plano financeiramente, chamado de "reajuste técnico" —, além do reajuste regulamentar baseado no índice de inflação (no caso, o IGP-M 2015).

Após as negociações, a Cemig aceitou fazer um cálculo em que os beneficiários pagassem, em 2016, um reajuste técnico de 5,1% mais o reajuste regulamentar pela inflação. De 2017 a 2020, a fórmula se repetiria. Ou seja, 5,1% mais reajuste regulamentar em todos esses anos.

A Cemig, por sua vez, pagaria o reajuste técnico de 15,4%, de uma vez, já em janeiro de 2016 e, de 2017 a 2020, pagaria apenas o reajuste regulamentar.

Além disso, a Cemig acenou com a possibilidade de usar o PGE para pagamento da Cemig Saúde.


Questões não respondidas pela Cemig


Algumas questões, entretanto, não foram respondidas pela Cemig. A empresa não se posicionou sobre os repasses atrasados do convênio com o Santander que chegam a, aproxidamente, R$ 10 milhões. O repasse desse dinheiro para a Cemig Saúde aliviaria o percentual a ser reajustado.

A Cemig também não falou sobre o imbróglio da remuneração do DRP da Cemig Saúde, João Isidro, que exerce a função há mais de um ano e não recebeu nada até hoje.

Outra reivindicação das entidades representativas diz respeito à manutenção da Mesa Temática de Negociação da Cemig. A abertura permanente desta Mesa seria importante para que os beneficiários pudessem estudar procedimentos, fazer convênios e reduzir os reajustes anuais caso os custos caiam ao longo do tempo.
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