Relação entre participantes, patrocinadoras, fornecedores e reguladores na autogestão em saúde

O sistema de autogestão em saúde dos fundos de pensão tem pela frente um desafio essencial de relacionamento e de educação assistencial diante da nova realidade do mercado, que traz consigo uma mudança radical nas atribuições dos diversos agentes envolvidos. O relacionamento com os participantes, patrocinadoras, fornecedores e órgãos reguladores é definido pelo papel de cada um desses players, papéis que agora passam por uma reformulação completa, segundo analisa Fábio Abreu, CEO da AxisMed. 




Os planos de saúde vivem um novo contexto que também modifica suas próprias características e será preciso repensar a forma como trabalham.  “Os médicos precisam interagir e coordenar as ações de outros profissionais de saúde, além de serem coordenadores da saúde dos pacientes, cada vez mais crônicos num ambiente de envelhecimento crescente da população”, observa Abreu. As patrocinadoras, por sua vez, precisarão compreender seu novo papel como integradoras de todas as ações para a gestão da saúde populacional. E os usuários terão que ser percebidos como players que podem interferir – e muito – na sinistralidade e na qualidade assistencial. 


Gestão de riscos 


“Os planos de saúde necessitam assumir novas competências para exercer seu papel como coordenadores de gestão de rede (com o objetivo de gerenciar seu desempenho); gestão de acesso (para regular seu uso correto) e gestão do risco de saúde populacional (segmentar ações), explica o consultor. Ao participar do painel especial sobre relacionamento e educação assistencial do 1º Seminário de Autogestão em Saúde dos Fundos de Pensão, Abreu lembrou que somente as patrocinadoras têm condições de fazer todas as integrações necessárias. “Cabe a elas fazer o desenho do plano e integrar as diversas gestões, fazendo com que os pontos essenciais de planejamento e operacionalização sejam observados”. Ele enfatiza que as implicações dos novos papéis e de sua correta percepção serão cada vez mais vitais para garantir resultados. 

Um passo importante é diferenciar ações de health promotion e as de health support, alerta o consultor. No grupo de ações de health promotion, cabe identificar e monitorar o risco de saúde da população e sua utilização e conscientizar para a saúde de forma constante para reduzir fatores de riscos, entre outros tópicos. Já no grupo de ações de health support, é preciso acompanhar e coordenar a gestão de acesso aos recursos oferecidos pelo plano. Entram aí, por exemplo, a orientação individual, num relacionamento proativo, o estímulo à adesão ao tratamento, medicamentos e fidelização e um médico principal e a atenção diferenciada a afastados, aposentados,  dependentes e agregados. 


Faz parte do desafio criar um mapa estratégico que considere a nova realidade imposta pelas mudanças nos papéis de cada player, lembrando que a patrocinadora deve estabelecer metas e gerir de modo eficaz o risco saúde. Até porque grupos de riscos de saúde desiguais requerem nível de acompanhamento e atenção diferentes. “90% da população representam 30% a 40% dos custos e nós ainda tratamos todos de maneira igual, então é preciso começar a enxergar os desiguais de maneira diferente”, pondera Abreu.


Fonte: Diário dos Fundos de Pensão.
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