CVM investiga Eduardo Cunha por receber R$ 900 mil de lucro indevido em fundo de pensão

O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) obteve um “lucro indevido” de R$ 900 mil com fundos de investimento da Prece, que gerencia o fundo de pensão da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro). As operações que desviaram dinheiro para Cunha foram realizadas entre 2003 e 2006. Os dados constam em um relatório sigiloso da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), datado de março deste ano. O deputado não quis comentar sobre a investigação.

Cunha “lucrou indevidamente” R$ 900 mil em negócios conduzidos pela pela Corretora Laeta, que operava recursos seus, particulares, e da Prece, instituto de previdência da companhia de água e  esgoto do Rio, a Cedae. Simplificadamente, funcionava assim: a corretora aplicava os recursos em bloco e, naturalmente, fazia negócios que davam lucro  e em outros, registrava prejuízo. Na hora de identificar quanto pertencia a quem, as aplicações para Cunha ficava com os bons negócios e os “micos” eram atribuídos a Prece.

Isso só era possível porque a Prece aceitava aplicar o dinheiro dos servidores com uma corretora que lhe dava prejuízos, sistematicamente. A Cedae, nesta época, era presidida por Lutero de Castro Cardoso, ex-funcionário da extinta Telerj na época em que Cunha a presidia, por indicação de PC Farias, no Governo Collor.

No despacho, o superintendente de Processos Sancionadores da CVM permitiu que os 37 investigados no processo (entre pessoas e empresas) apresentem suas defesas até o dia 10 de novembro.

Fonte: Tijolaço, G1, Folha de S.Paulo e R7.

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