DRP CEMIG SAÚDE - Muito trabalho e responsabilidade, mas sem remuneração

O atual DRP, João Isidro, empossado em setembro de 2014, irá complementar 12 meses de muito trabalho e dedicação sem receber um tostão para exercer seu mandato como membro da Diretoria Executiva da Cemig Saúde.


João Isidro, DRP da Cemig Saúde


O ACE e os dois pesos e duas medidas


O estatuto da Cemig Saúde, em seu artigo 16º, proíbe remunerar dirigentes e conselheiros e por isso, por força de acordo. Quem banca tais custos é a Cemig. Por força do Acordo Coletivo Específico do Prosaúde Integrado da Cemig (ACE), até o ano passado, a empresa assumiu o ônus com a remuneração de todos os três diretores da Cemig Saúde, inclusive do DRP, através de uma complementação.

O que diz o ACE em sua clausula 10ª, parágrafo 10º:

“A CEMIG arcará com o custo dos Diretores da nova operadora, que sejam seus empregados, valor anual estimado, nesta data, em R$ 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil reais)...”

Após a posse do atual DRP, baseando-se no ACE, a empresa interrompeu os pagamentos que vinha fazendo até então, uma vez que ela só assume a remuneração do DRP se ele for seu empregado. Ou seja, nós assinamos um acordo concordando com um tratamento discriminatório em relação aos assistidos.

O Coletivo de Entidades, através de vários contatos com a gestão anterior, conseguiu o compromisso de se estender o pagamento da remuneração ao DRP quando assistido for, corrigindo o equívoco presente no Acordo Coletivo. Infelizmente, com a mudança da gestão na Cemig, tudo voltou à estaca zero.

Beneficiários
2014
Ativos
8.415
Assistidos (aposentados e pensionistas)
12.847
Autopatrocinados
246
Dependentes
41.165
Total beneficiários
62.673
Fonte: Relatório da Administração Cemig Saúde 2014

Conforme o quadro de beneficiários da Cemig Saúde de 2014, o número de assistidos é 50% maior do que o de ativos, não restando dúvidas quanto à necessidade de se valorizar o DRP também quando ele for oriundo desse imenso público.

ACE precisa ser atualizado e adequado


Tudo isso se deu quando da saída do Prosaúde da Forluz e a criação da Cemig Saúde. Na época, não se conhecia ainda o volume de trabalho e responsabilidades do DRP, pois tudo era novidade. Passados quatro anos, não restam dúvidas de que o cargo precisa ser valorizado. Afinal de contas, as responsabilidades administrativas e legais são idênticas, não importando se o diretor é eleito ou indicado, se é da ativa ou aposentado.

O Acordo Específico precisa ser atualizado. É incompreensível e contraditório exigirmos profissionalismo, dedicação, comprometimento e sacrifícios do ocupante da Diretoria de Relações com Participantes no exercício de suas funções e negar o reconhecimento e o retorno proporcionais.
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