Contribuição para a Cemig Saúde deve aumentar em 2016

A Cemig Saúde administra um dos melhores planos de saúde do Brasil. Esta opinião não se restringe a seus beneficiários, mas é corroborada por usuários de outros planos e pelos profissionais da saúde, nossos conveniados. O órgão fiscalizador, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) também reconhece a excelência da Cemig Saúde ao lhe atribuir nota superior a 80% no Indicador de Desempenho da Saúde Suplementar.



Considerando que não existe almoço grátis nem no Restaurante Popular, nosso plano de saúde precisa, de tempos em tempos, passar por uma adequação em seu custeio. O aumento de longevidade da população e a elevação das despesas médico-hospitalares são desafios permanentes de qualquer plano de saúde, e com o nosso não é diferente.

Com exceção de medicamentos (cujos preços são controlados pelo Estado), os custos relacionados à saúde vêm crescendo acima da inflação nos últimos anos, impulsionados pela introdução de novas tecnologias e tratamentos médicos.

No quadro abaixo podemos constatar a evolução das receitas e despesas da Cemig Saúde, o que nos permite fazer um comparativo com a inflação medida pelo IPCA, índice que corrige os benefícios dos assistidos e pensionistas da Forluz. O INPC é normalmente utilizado para correção dos salários do pessoal na ativa e as aposentadorias do INSS. Quando ocorrem reajustes salariais e nos benefícios, as contribuições para a Cemig Saúde são automaticamente reajustadas. Fácil perceber que apenas os reajustes anuais não são suficientes para manter o equilíbrio financeiro de nosso plano de saúde.


INDICADORES
2011
2012
2013
2014
% variação
Receitas (1)
185.561
205.887
217.602
233.495
25,83%
Despesas (1)
143.927
169.157
190.932
221.386
53,82%
Resultado líquido (1)
22.885
15.273
7.789
(10.434)
(145,59%)
IPCA
6,5%
5,84%
5,91%
6,41%
27,03%
Planos privados individuais (2)
7,93%
9,04%
9,65%
13,55%
46,53%
Inflação médica (3)
12,9%
15,4%
16,0%
17,7%
77,88%
(1) Fonte – Demonstrações Contábeis Cemig Saúde 2011 a 2014. Valores em milhares.
(2) Fonte ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar. Os reajustes são autorizados pela ANS e aplicados no mês de maio de cada ano.
(3) VCMH – Variação dos Custos Médico-hospitalares – índice confeccionado pelo IESS – Instituto de Estudos de Saúde Suplementar.

A mais recente avaliação atuarial do nosso plano indicou a necessidade de um aumento de receita que, a princípio, sinaliza para um aumento de contribuição a ser assumido por nós beneficiários e pelas patrocinadoras (Cemig, Gasmig, Cemig Telecom, Sá Carvalho, INDI, Forluz e a própria Cemig Saúde). Segundos os estudos atuariais realizados este ano, será necessário um aumento de contribuição a partir de janeiro de 2016.

NEGOCIAÇÕES PRECISAM COMEÇAR COM URGÊNCIA


O último aumento de contribuição ocorrido de forma linear se deu em 2010. Em 2013, visando adequação à Resolução Normativa nº 279 da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e a manutenção de um plano único para ativos e assistidos, a unificação da tabela de contribuição da Cemig Saúde proporcionou a redução de contribuição para os beneficiários mais jovens e uma elevação para os mais idosos.

Desde abril deste ano, a Cemig Saúde notificou as patrocinadoras e as entidades representativas dos beneficiários acerca da necessidade de uma revisão em seu plano de custeio de forma a restabelecer seu equilíbrio atuarial.


A ABCF entende que as tratativas precisam ser iniciadas o quanto antes, uma vez que estamos a pouco mais de quatro meses da data-limite acordada para proceder este reequilíbrio atuarial.
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